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terça-feira, 7 de agosto de 2012


Medo, pela primeira vez em muitos anos, eu senti medo.
Medo de quê, me perguntariam. Eu responderia com clareza: medo da solidão.
Engana-se ao pensar que essa solidão seria do amor.
Não! Medo da solidão amarga, aquela que te traz pessoas e não te traz paz.
Solidão de ter e não ter.
Não sozinho do mundo, sozinho de si.
Solidão angustiante que te faz querer fugir.
Fugir da solidão? Sim, solidão que aperta os olhos até fazê-los escorrer.
Choro por estar só? me perguntariam. Não!
Choro por medo. Medo do morrer, só. E não da morte.
Mesmo com amores, com paixões, com amigos, com familiares, com segurança e com sucesso.
Solidão em meio ao monte. Solidão em meio.
Não vou explicar que solidão é essa se você não entende de liberdade.
Mas caso entendas, liberte-se. E espere pela solidão, pois ela vem e dá medo.
Medo de ter e não ter.

SOUZA, Hayane. Em 07 de agosto de 2012. às 09:56h.

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